Autor tentou convencer pai da vítima a não registrar ocorrência, mas recebeu voz de prisão na delegacia.
A prisão em flagrante de um homem de 43 anos mobilizou o município de Santo Antônio do Içá, no interior do Amazonas, após ele ser acusado de abusar sexualmente de uma menina de apenas seis anos. O crime ocorreu quando a criança foi até a casa do suspeito buscar um valor em dinheiro a pedido do pai. O homem chegou a seguir a família até a delegacia na tentativa de impedir o registro da ocorrência, mas acabou detido imediatamente.
Prisão realizada pela Polícia Civil
A ação foi conduzida pela 53ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) nesta quarta-feira (04/03). Segundo o delegado Ubiratan Farias, o caso foi registrado assim que o pai da vítima procurou a unidade policial para denunciar o abuso.
O suspeito, vizinho da família, foi preso em flagrante e agora responderá pelo crime de estupro de vulnerável, previsto no Código Penal.
Relato da vítima e dinâmica do crime
As investigações apontam que a criança foi enviada pelo pai à residência do suspeito para buscar uma quantia em dinheiro. Aproveitando-se da proximidade e da confiança da vizinhança, o homem levou a menina para um dos cômodos da casa.
Durante a escuta especializada, a criança relatou que o agressor a despiu e praticou atos libidinosos antes de entregar o dinheiro e deixá-la ir embora. Ao retornar para casa, ela contou ao pai o que havia acontecido, motivando a denúncia imediata.
Tentativa de coação e flagrante
Um ponto que chamou atenção das autoridades foi a atitude do suspeito ao perceber que o pai da vítima se dirigia à delegacia. Ele decidiu acompanhá-lo e tentou convencê-lo a não registrar o boletim de ocorrência. A tentativa falhou, e o homem recebeu voz de prisão assim que a denúncia foi formalizada.
O suspeito aguarda agora a audiência de custódia, na qual será decidido se permanecerá preso preventivamente.
Impacto na comunidade e próximos passos
Casos de violência contra crianças geram forte comoção em municípios do interior, onde as relações de vizinhança são próximas e a confiança comunitária é parte da rotina. A Polícia Civil reforçou que denúncias rápidas são fundamentais para garantir proteção às vítimas e responsabilização dos agressores.
A investigação segue para reunir provas complementares e garantir que o processo avance com segurança jurídica.
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