Filho de garimpeiro de Humaitá, nascido na comunidade Três Casas, ele defende diálogo e políticas estruturantes para as famílias do extrativismo mineral no sul do Amazonas
Por: [Manuel Menezes]
O pré-candidato a deputado estadual Felipe Lobo se manifestou após a operação realizada no Rio Madeira, em Humaitá, nesta sexta-feira (27). Natural do município e nascido na comunidade rural de Três Casas, ele afirmou que acompanha de perto a realidade das famílias que vivem do extrativismo mineral no sul do Amazonas.
Felipe carrega essa ligação de forma pessoal. Seu pai, Hélio Lobo, foi garimpeiro e sustentou a família com o trabalho no rio, experiência que marcou sua trajetória.
“Eu cresci vendo meu pai trabalhar no garimpo para manter nossa casa. Conheço a realidade dessas famílias porque ela faz parte da minha história”, afirmou.
Respeito às decisões judiciais
Felipe destacou que a atuação das forças federais ocorreu no cumprimento de decisões judiciais e dentro da legalidade.
“Eu respeito o trabalho da Polícia Federal e sei que os agentes estavam cumprindo decisões judiciais. Eles estão executando o que foi determinado pela Justiça.”
Segundo ele, a discussão não deve ser direcionada contra os profissionais que estavam na operação, mas sobre a necessidade de equilíbrio na condução das políticas públicas.
“Não se trata de atacar quem cumpre a lei. A questão é pensar em como o Estado pode agir com firmeza e, ao mesmo tempo, com sensibilidade social.”
Impacto nas famílias
A operação, que utilizou embarcação de grande porte e helicóptero, gerou forte repercussão nas comunidades ribeirinhas da região.
Felipe afirmou que, embora o combate a irregularidades seja necessário, é fundamental considerar os impactos econômicos e sociais.
“Estamos falando de pais e mães de família que dependem dessa atividade para sobreviver. Se há necessidade de regularização, que o governo ofereça caminhos claros e alternativas reais.”
Desenvolvimento com responsabilidade
O pré-candidato defende que o Amazonas precisa conciliar preservação ambiental com inclusão produtiva e geração de oportunidades no interior.
“Não podemos tratar apenas o efeito. Precisamos enfrentar a causa. Isso passa por crédito, assistência técnica, regularização e presença permanente do Estado.”
Felipe reforçou que sua posição pública ocorre por conhecer a realidade de Humaitá e por entender que o interior precisa de representatividade constante.
“Eu sou filho dessa terra. Sei das dificuldades que o nosso povo enfrenta. E acredito que o caminho é diálogo, equilíbrio e solução duradoura.”
*Fonte menezesvirtualeye
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