23/02/2026
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Feminicídio em Araguari: Jovem trancista é vítima de crime premeditado; Veja

Feminicídio em Araguari
Foto reprodução

A cidade de Araguari, no Triângulo Mineiro, foi tomada por comoção neste fim de semana após a morte da trancista Luana Carolina de Paulo Melo, de 27 anos. O caso, tratado pela Polícia Civil como feminicídio, envolve uma emboscada planejada por um homem de 38 anos que, segundo familiares, demonstrava comportamento obsessivo em relação à jovem.

Desaparecimento e emboscada

Luana foi vista pela última vez por volta das 17h de sábado (21), quando saiu de casa, no Bairro de Fátima, para comprar um item para a filha. No caminho, ela foi atraída para a residência do suspeito, localizada na rua Corumbá, no bairro Brasília.

De acordo com a Polícia Militar, o homem entrou em contato com Luana afirmando ter encontrado uma bolsa que ela teria perdido — informação falsa usada para convencê-la a ir até o local. Após chegar ao endereço, ela deixou de responder mensagens e ligações, o que levou a família a iniciar buscas imediatas.

Localização do corpo e investigação

A confirmação da morte ocorreu na noite de domingo (22), por volta das 22h, conforme noticiado pela Web TV Araguari. O corpo de Luana foi encontrado dentro da casa do suspeito por uma parente em comum — a filha do próprio autor, que é prima da vítima.

A Polícia Militar relatou que o cenário encontrado indicava sinais de violência e possível estrangulamento. Também há indícios de violência sexual, que serão analisados pela perícia técnica. Por se tratar de um crime de grande gravidade, a investigação segue sob responsabilidade da Polícia Civil, que busca esclarecer todos os detalhes e confirmar as circunstâncias exatas da morte.

Perfil do suspeito e fuga

O homem de 38 anos, cujo nome não foi divulgado, possuía um vínculo familiar indireto com Luana. Familiares afirmam que ele demonstrava comportamento obsessivo e tentava se aproximar da jovem de forma insistente.

Após o crime, o suspeito fugiu levando o celular e a motocicleta da vítima. As forças policiais seguem em operação para localizá-lo.

Comoção e homenagens

A morte de Luana gerou forte mobilização na cidade. Além de trancista, ela era conhecida como “Mística” no Projeto Pé na Rua, grupo de capoeira do qual participava. O projeto publicou uma homenagem emocionada, destacando sua alegria, presença marcante e a necessidade de combater a violência contra mulheres:

“A capoeira é uma família. E quando um de nós cai, todos sentimos. Não perdemos apenas uma aluna. Perdemos um sorriso, uma energia, uma filha, uma amiga, uma parte da nossa roda. Que essa perda nos faça refletir, proteger, acolher e agir. Sua energia continuará viva em cada roda, em cada canto, em cada toque de berimbau.”

Amigos e clientes também se manifestaram nas redes sociais, enviando mensagens de carinho à filha de Luana e pedindo justiça. Comentários de amigas como Jordana, Maria Sanaliria e Léia Damasio reforçaram o sentimento de luto e solidariedade.

Último adeus

O velório de Luana ocorre nesta segunda-feira (23), no Salão Frederico Ozanam, a partir das 13h30. O sepultamento está marcado para as 16h30, no Cemitério Bom Jesus.


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