A tensão geopolítica no Oriente Médio alcançou um novo nível de alerta nesta sexta-feira. O destróier de mísseis guiados USS Mahan (DDG‑72), da classe Arleigh Burke, ativou seus sistemas de identificação automática (AIS) ao cruzar o Estreito de Gibraltar. O movimento indica que o navio — e, por consequência, o grupo de ataque do porta-aviões USS Gerald R. Ford — deixou o Atlântico e entrou no Mediterrâneo ocidental, seguindo em direção às proximidades do Irã.
O envio da frota, liderada pelo maior porta-aviões do mundo, ocorre como resposta ao impasse nas negociações nucleares. Com chegada prevista para os próximos dias, a força-tarefa estará posicionada para realizar operações ofensivas caso o presidente Donald Trump opte por uma ação militar.
O ultimato de 10 dias
Durante a abertura do Conselho de Paz, Trump estabeleceu um prazo para o desfecho da crise. “Saberemos nos próximos 10 dias o que acontecerá. Talvez tenhamos que dar um passo a mais, ou talvez não”, afirmou, alternando entre discurso diplomático e ameaça de força.
Segundo informações divulgadas pelo Wall Street Journal, a estratégia dos Estados Unidos inclui ataques preliminares e limitados contra infraestruturas militares iranianas, com o objetivo de pressionar Teerã a aceitar um novo acordo nuclear que elimine totalmente o enriquecimento de urânio. Caso não haja recuo, o plano prevê uma possível escalada que poderia atingir a liderança do regime.
Trump reforçou que considera o Irã o “ponto crítico” da segurança global e afirmou que não haverá estabilidade regional enquanto o país mantiver capacidade nuclear.
Paz em Gaza e tensões internas
Enquanto mobiliza uma grande força naval, Trump tenta projetar uma imagem de pacificador em outras frentes. Ele declarou que a guerra na Faixa de Gaza “acabou” e classificou as recentes ações israelenses como “pequenas chamas”, atribuindo avanços diplomáticos ao trabalho de Jared Kushner e do enviado especial Steve Witkoff.
Analistas, porém, observam que a demonstração de força no Oriente Médio surge em um momento de desgaste político interno. Críticos afirmam que a possibilidade de uma ofensiva contra o Irã pode funcionar como uma estratégia para desviar a atenção de investigações domésticas, incluindo novos desdobramentos relacionados aos documentos Epstein.
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