O empresário Mark Zuckerberg chegou nesta quarta-feira (18) ao Tribunal de Los Angeles para prestar depoimento em um processo considerado histórico. O caso, já chamado por especialistas de “julgamento do século”, pode redefinir as regras de funcionamento das redes sociais em todo o mundo.
No centro da ação está a Meta, responsável por plataformas como Facebook e Instagram. A empresa é acusada de desenvolver algoritmos que incentivam o uso excessivo das redes, especialmente entre crianças e adolescentes, contribuindo para quadros de ansiedade, depressão e outros transtornos mentais.
o que está sendo julgado
O júri popular, composto por 12 pessoas, decidirá se as redes sociais podem ser responsabilizadas por danos à saúde mental de jovens usuários. O julgamento deve se estender até o fim de março.
Além da Meta, o Google também é réu no processo.
Os autores da ação afirmam que as empresas criaram sistemas projetados para manter os usuários conectados pelo maior tempo possível, por meio de notificações constantes, vídeos recomendados e conteúdos personalizados. Segundo as acusações, esse modelo teria ampliado a dependência digital e agravado problemas emocionais entre adolescentes.
depoimento e possíveis consequências
Zuckerberg foi ouvido pelos advogados das famílias e pela defesa. Ele negou que as plataformas tenham sido desenvolvidas para causar vício e afirmou que a empresa investe em ferramentas de segurança e controle parental.
Caso o júri conclua que houve responsabilidade, as empresas poderão ser condenadas a pagar indenizações bilionárias. Especialistas apontam que a decisão pode criar um precedente global, abrindo caminho para novas leis e regulações mais rígidas sobre o funcionamento dos algoritmos.
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