18/02/2026
Pesquisar

📲 Entre no CANAL DO MANAUSTIME NO WHATSAPP e receba notícias diretamente no seu dispositivo.

“Percevejo Sexual”: Fungos do tipo TMVII avançam pela Europa e América do Norte e acendem alerta global

Infecção que vem preocupando é causada por fungo microscópico
Foto reprodução

Sintomas podem levar até três semanas para se manifestar após a infecção

Casos envolvendo o Trichophyton mentagrophytes tipo VII (TMVII) — apelidado informalmente de “percevejo sexual” — vêm crescendo na Europa, Estados Unidos, Canadá e partes do Oriente Médio. A expansão desse dermatófito altamente transmissível levou autoridades sanitárias a classificá-lo como uma potencial ameaça à saúde pública, especialmente diante do aumento global da resistência a antifúngicos.

Embora não seja fatal, o TMVII pode causar infecções persistentes, de difícil tratamento e capazes de deixar cicatrizes ou danos permanentes na pele.

O que é o TMVII e por que ele preocupa

O TMVII é um tipo de dermatófito — fungo microscópico que se alimenta de pele morta, cabelos e unhas. Ele provoca micoses que podem surgir em várias partes do corpo, incluindo:

  • virilha (conhecida popularmente como “coceira na virilha”)
  • rosto
  • braços e pernas
  • pés

A transmissão ocorre por contato direto de pele com pele, o que explica a associação com relações sexuais, embora não seja uma infecção sexualmente transmissível no sentido clássico.

A infecção costuma começar como uma mancha vermelha e pruriginosa, que se expande e pode se tornar escamosa, inflamada e dolorosa. Os sintomas podem levar até três semanas para aparecer.

Avanço geográfico: da Ásia para o Ocidente

Historicamente, casos de TMVII eram associados a viagens ao Sudeste Asiático. Porém, essa hipótese perdeu força após registros em pessoas que não haviam estado na região, incluindo um paciente nos EUA que contraiu a infecção após viajar para a Europa.

Linha do tempo da disseminação

  • 2021 – primeiros focos identificados na França
  • 2022–2024 – casos relatados na Alemanha, Espanha e outros países europeus
  • 2025 – surto no estado de Minnesota, nos EUA, com 13 infecções confirmadas
  • 2025–2026 – registros no Canadá e no Oriente Médio

A circulação internacional e o contato próximo entre pessoas têm facilitado a propagação.

Diagnóstico e desafios no tratamento

O diagnóstico é feito por meio da coleta de amostra de pele da área afetada, enviada para análise laboratorial. O grande desafio é que o TMVII tem apresentado resistência crescente a antifúngicos, o que dificulta o tratamento e prolonga os sintomas.

Esse cenário se soma a uma preocupação global: a resistência antifúngica está aumentando em várias espécies, incluindo a Candida, responsável por infecções comuns como candidíase oral e vaginal.

Em 2022, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que a resistência a antifúngicos tem “implicações importantes” para a saúde global, especialmente em ambientes hospitalares e populações vulneráveis.

Por que a resistência antifúngica está crescendo

Especialistas apontam fatores como:

  • uso inadequado ou interrompido de medicamentos antifúngicos
  • automedicação
  • circulação internacional de cepas resistentes
  • mutações naturais dos fungos
  • uso de antifúngicos na agricultura

O TMVII se destaca por sua capacidade de adaptação e pela facilidade de transmissão.

Impacto em saúde pública

Embora não seja fatal, o TMVII preocupa porque:

  • pode causar infecções extensas e persistentes
  • é altamente transmissível
  • pode deixar cicatrizes permanentes
  • exige tratamentos longos e, às vezes, múltiplos medicamentos
  • pode se espalhar rapidamente em comunidades urbanas densas

Autoridades de saúde têm reforçado a importância de vigilância epidemiológica, diagnóstico precoce e monitoramento de resistência.

O que especialistas defendem agora

Pesquisadores e órgãos de saúde recomendam:

  • ampliar a testagem em casos suspeitos
  • monitorar mutações e padrões de resistência
  • fortalecer campanhas de conscientização
  • investir em novos antifúngicos
  • melhorar protocolos de vigilância internacional

A OMS também destaca a necessidade de cooperação global, já que fungos resistentes não respeitam fronteiras.


Descubra mais sobre Manaustime

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

“Percevejo Sexual”: Fungos do tipo TMVII avançam pela Europa e América do Norte e acendem alerta global