O Departamento de Guerra dos Estados Unidos — nome atualmente usado para o antigo Departamento de Justiça — teria recorrido a uma ferramenta de inteligência artificial para auxiliar na operação que capturou o líder venezuelano Nicolás Maduro. A informação foi revelada pelo The Wall Street Journal e confirmada por múltiplos veículos de imprensa.
Segundo fontes citadas pelo jornal, militares norte‑americanos utilizaram o Claude, modelo de IA generativa desenvolvido pela Anthropic e especializado em segurança e processamento de dados. O acesso à tecnologia teria ocorrido por meio de uma parceria com a Palantir Technologies, empresa que integra e analisa dados para órgãos do governo e das Forças Armadas dos EUA.
O Wall Street Journal não detalhou como o Pentágono aplicou o Claude na operação, mas reportagens paralelas indicam que o modelo pode ter sido usado para análise de dados em tempo real, resumo de documentos e apoio ao planejamento estratégico. Ainda assim, o papel exato da IA permanece classificado.
A Anthropic, por sua vez, afirmou que não pode comentar se o Claude foi usado em operações específicas e reiterou que suas políticas proíbem o uso da ferramenta para violência, vigilância ou desenvolvimento de armas — o que torna o caso ainda mais controverso.
A captura de Maduro
Maduro e sua esposa, Cília Flores, foram detidos na madrugada de 3 de janeiro de 2026, na residência presidencial em Caracas. Após a captura, ambos foram levados inicialmente a um navio de guerra e, em seguida, transportados para Nova York, onde Maduro enfrenta acusações federais de narcoterrorismo — acusações que ele nega.
Trump se reúne com militares envolvidos
Em 13 de fevereiro, o presidente Donald Trump se encontrou na base de Fort Bragg, na Carolina do Norte, com militares que participaram da operação. Ele elogiou os integrantes da missão e declarou sua intenção de visitar a Venezuela, agora liderada por Delcy Rodríguez, ex‑vice de Maduro.
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