Seis homens foram presos nesta quinta-feira (12), em Manaus, durante uma operação da Polícia Civil do Amazonas voltada ao combate de crimes de agiotagem, extorsão e lavagem de dinheiro. A ação mobilizou diversas equipes policiais e resultou na apreensão de uma grande quantidade de materiais utilizados pelo grupo criminoso.
Entre os itens recolhidos estavam celulares, computadores, veículos de alto valor, dinheiro em espécie e armas de grosso calibre. Entre o armamento apreendido, chamaram atenção um fuzil e uma metralhadora, evidenciando o nível de organização e periculosidade da quadrilha.
Segundo o delegado Cícero Túlio, responsável pela investigação, o grupo direcionava suas ações principalmente contra servidores públicos, com foco especial em funcionários de tribunais e de outros órgãos oficiais do estado. As vítimas eram atraídas por meio de empréstimos ilegais, oferecidos de maneira aparentemente vantajosa. No entanto, após a contratação, eram submetidas a cobranças abusivas, ameaças e práticas de extorsão.
Um dos detidos é proprietário de um banco que, de acordo com a Polícia Civil, funcionava como fachada para operações de lavagem de dinheiro. As investigações apontam que os suspeitos utilizavam empresas fictícias para movimentar grandes quantias, tanto em espécie quanto por meio de transações financeiras. O objetivo era ocultar a origem ilícita dos valores obtidos com os empréstimos ilegais e com as práticas de extorsão.
A operação representa um avanço significativo no enfrentamento a organizações criminosas que atuam explorando servidores públicos e utilizando estruturas empresariais para mascarar atividades ilegais. As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e mapear toda a rede financeira utilizada pelo grupo.
Segundo o delegado responsável pelo caso, as vítimas do esquema eram constantemente submetidas a ameaças, intimidações e pressões psicológicas para que quitassem as dívidas adquiridas por meio dos empréstimos ilegais. Essas práticas reforçam o caráter coercitivo e violento da atuação do grupo, que utilizava o medo como ferramenta para garantir o pagamento dos valores cobrados de forma abusiva.
Entre as pessoas identificadas como vítimas, está uma servidora do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). A presença de uma funcionária do Judiciário entre os alvos fortalece a linha de investigação que aponta que o grupo criminoso concentrava seus esforços principalmente em servidores públicos, considerados mais vulneráveis devido à estabilidade financeira e ao acesso a crédito.
A Polícia Civil informou que, até o momento, o montante total de dinheiro apreendido durante a operação não será divulgado, pois ainda está sendo contabilizado e analisado. As autoridades continuam apurando quantas pessoas foram afetadas pelo esquema e trabalham para identificar outros possíveis envolvidos na organização criminosa. As investigações seguem em andamento, com o objetivo de mapear toda a estrutura do grupo e esclarecer completamente a extensão das atividades ilícitas praticadas.
Descubra mais sobre Manaustime
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.
