11/02/2026
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PF entrega ao STF novos pedidos de investigação sobre o caso banco master; Conversas envolvem o ministro Dias Toffoli

PF entrega ao STF novos pedidos de investigação sobre o caso banco master
Foto reprodução

A Polícia Federal encaminhou ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, novos pedidos de investigação relacionados ao caso do Banco Master. O material entregue foi extraído do celular de Daniel Vorcaro, ex-proprietário da instituição financeira, e inclui conversas que mencionam diretamente o ministro Dias Toffoli, ampliando a complexidade e a sensibilidade do caso.

Segundo informações divulgadas pelo portal UOL, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, apresentou pessoalmente o conteúdo a Fachin durante uma reunião realizada na última segunda-feira (9). O encontro consta na agenda oficial do presidente do STF. Agora, a corporação aguarda a análise técnica e jurídica do tribunal para definir quais medidas serão adotadas a partir das novas evidências.

Conversas reforçam questionamentos sobre proximidade entre Toffoli e Vorcaro

Entre os dados extraídos do celular de Vorcaro, há diálogos que indicam proximidade entre o empresário e o ministro Dias Toffoli. Além disso, o material menciona outras autoridades com foro privilegiado no STF, bem como investigados que não possuem foro. A existência dessas conversas aumenta a pressão sobre o Supremo para avaliar se há necessidade de ampliar o escopo das investigações.

Como Toffoli é o relator de uma das apurações envolvendo o Banco Master, a PF aguarda a decisão de Fachin sobre a abertura de novos inquéritos e sobre como tratar as informações que envolvem diretamente um ministro da Corte.

Críticas internas já vinham crescendo

Antes mesmo da revelação das conversas, Toffoli já enfrentava críticas internas pela condução do processo. A situação se agravou após vir à tona que familiares do ministro são proprietários de um resort que realizou transações milionárias com fundos ligados ao Banco Master. Esses vínculos levantaram questionamentos sobre possível conflito de interesses.

Com a descoberta de diálogos entre Toffoli e Vorcaro, a crise interna no STF tende a se aprofundar. Segundo apurações, há divergências dentro da Corte sobre como lidar com os novos elementos e sobre a necessidade de afastamento ou redistribuição do caso.

Debate sobre impedimento permanece aberto

Desde o início das investigações, Toffoli tem afirmado que não há motivos para se declarar impedido de atuar no processo. O caso envolve, entre outros pontos, a tentativa de compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB), operação que levantou suspeitas sobre irregularidades e favorecimentos.

Agora, caberá ao ministro Edson Fachin analisar o material entregue pela Polícia Federal e decidir sobre os próximos passos. Entre as possibilidades estão a abertura de novos inquéritos, o envio de trechos das conversas para outras instâncias e a avaliação sobre eventual impedimento de autoridades citadas.

A decisão de Fachin deve influenciar diretamente o rumo das investigações e pode ter impacto significativo no ambiente interno do STF, que já enfrenta tensões decorrentes do caso.


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