Um menino de 6 anos sofreu uma fratura no braço após ser arremessado pela janela de casa pelo padrasto, de 25 anos, no município de Novo Airão, a 115 quilômetros de Manaus. O caso ocorreu na terça-feira (3), na comunidade Fazendinha, zona rural do município. O suspeito fugiu e é procurado pela Polícia Civil do Amazonas.
A mãe da criança, de 21 anos, foi presa em flagrante e deve responder por tortura qualificada por omissão.
Segundo o delegado Rodrigo Monfroni, responsável pela investigação, o caso chegou à polícia após o pai biológico denunciar a agressão. Ele recebeu um vídeo gravado pelo avô da criança que mostra o momento imediatamente após o menino ter sido jogado para fora da residência durante um surto de raiva do padrasto.
As autoridades seguem em busca do suspeito, enquanto a criança recebe atendimento médico e acompanhamento das equipes de proteção.
Mesmo com o braço do filho quebrado, a mãe não levou a criança para atendimento médico. Segundo a polícia, ela optou por levá-lo a um rezador da comunidade, que realiza benzimentos e tratamentos tradicionais, e depois retornou para casa com o agressor.
Durante diligências, os policiais encontraram o menino em estado grave. Exames médicos confirmaram fratura no braço esquerdo, dores intensas e ausência de qualquer tipo de imobilização. Em depoimento, a criança relatou que as agressões eram frequentes dentro de casa.
Diante da gravidade das lesões e do histórico de violência, o caso foi enquadrado como tortura-castigo qualificada por lesão corporal grave. Segundo a polícia, a legislação considera tortura quando alguém submete pessoa sob sua responsabilidade a intenso sofrimento físico ou mental como forma de castigo.
“A mãe tinha o dever legal de proteger o filho e buscar atendimento médico imediato. Ao permitir que o sofrimento continuasse e se omitir diante das agressões, ela incorreu em uma omissão grave prevista em lei”, explicou o delegado Rodrigo Monfroni.
A mulher permanece presa e à disposição da Justiça. O padrasto segue foragido. A Polícia Civil pede que informações sobre o paradeiro do suspeito sejam repassadas de forma anônima.
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