O cinegrafista amazonense Renato Belém Ramos, de 39 anos, foi ferido por estilhaços de míssil durante uma ofensiva contra tropas russas na Ucrânia. O ataque ocorreu enquanto sua equipe se deslocava para uma posição estratégica na linha de frente. Mesmo machucado, ele conseguiu liderar o grupo até o fim do confronto, mas lamentou a morte de um companheiro que não resistiu aos ferimentos.
Segundo Belém, o deslocamento até o ponto de ataque levou cinco dias devido ao risco constante de bombardeios. Durante o trajeto, o grupo precisou se abrigar em bunkers e avançar lentamente até ser surpreendido pela explosão que atingiu sua tropa.
O cinegrafista foi levado ao Hospital de Combatentes da Ucrânia, onde se recupera e passa bem. Determinado, afirmou que pretende retornar ao campo de batalha assim que estiver fisicamente apto.
Belém relatou que, apesar do desespero do momento, precisou manter a calma para orientar os soldados mais jovens, alguns com apenas 19 anos. Ele descreveu como a parte mais difícil a tentativa de levar o colega ferido por cerca de 6 km até o socorro, sob risco de novos ataques de artilharia e drones. O soldado acabou não resistindo.
Esta não é a primeira vez que o amazonense é ferido na guerra. Em outra missão, ele já havia sofrido lesões causadas pelo impacto de uma granada lançada contra sua equipe. Mesmo assim, continua registrando a realidade do conflito e compartilhando imagens da linha de frente.
A trajetória de Renato Belém evidencia os riscos enfrentados por voluntários estrangeiros que atuam ao lado das forças ucranianas em meio a confrontos intensos e imprevisíveis.
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