02/02/2026
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STF abre Ano Judiciário de 2026 com presença de Lula e sob pressão por mais transparência

STF abre Ano Judiciário de 2026 com Lula
Foto reprodução

O Supremo Tribunal Federal (STF) realiza, nesta segunda‑feira (2/2), às 14h, a sessão solene que marca a abertura do Ano Judiciário de 2026. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participa da cerimônia, que simboliza a retomada das atividades do Judiciário após o recesso de fim de ano.

O evento reúne ministros da Corte, autoridades dos Três Poderes e representantes de instituições do sistema de Justiça. A presença do chefe do Executivo segue a tradição da solenidade, que tem caráter institucional e não envolve julgamentos.

Também confirmaram presença o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos).

Entre os ministros do STF, apenas Luiz Fux não deve comparecer presencialmente. Segundo nota de seu gabinete, ele foi diagnosticado com pneumonia dupla causada pelo vírus Influenza e, por recomendação médica, evitará atividades presenciais. Mesmo assim, acompanhará a sessão por videoconferência.

Cerimônia ocorre em meio a pressões sobre o STF

A abertura do Ano Judiciário costuma atrair atenção do meio político e jurídico por marcar o reinício formal dos trabalhos do Supremo. O evento é tradicionalmente marcado por discursos institucionais do presidente da Corte e de representantes do sistema de Justiça, que costumam indicar o tom da atuação do Judiciário no início do ano.

A edição deste ano ocorre em um momento de forte exposição do STF no debate público. Nos últimos meses, a Corte tem sido alvo de questionamentos sobre a conduta de magistrados, especialmente após revelações relacionadas ao escândalo do Master, o que intensificou a pressão por maior transparência e pela criação de um código de ética específico para os ministros.

Retomada também no Congresso

Além do Judiciário, o Congresso Nacional retoma suas atividades nesta segunda‑feira. No Senado, uma das principais expectativas do governo para o primeiro semestre é a análise da indicação do advogado‑geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no STF.

A Corte opera atualmente com 10 ministros, desde a saída de Luís Roberto Barroso em outubro do ano passado. A eventual aprovação do indicado pelo Palácio do Planalto completará novamente o quadro de 11 integrantes e poderá influenciar o equilíbrio interno do tribunal em um ano marcado por debates sensíveis no campo político e institucional.


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