O vereador Sargento Salazar (PL) foi denunciado ao Ministério Público Federal (MPF) após destruir estruturas da Comunidade Indígena dos Povos Originários, localizada no núcleo 9 do bairro Cidade Nova, zona Norte de Manaus. A denúncia foi formalizada pelo cacique Kanga Kambeba, que acusa o parlamentar de invasão, danos materiais, violência simbólica e tentativa de criminalização da comunidade.
Segundo o líder indígena, a ocupação tem respaldo jurídico, com autorização do proprietário do terreno e processos em andamento na Justiça Federal, na Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e no próprio MPF.
“Estamos com processo tramitando na 1ª Vara Federal, com autorização do dono do terreno até o fim da ação. Nossa comunidade está protocolada no MPF e temos processo na Funai. Não somos invasores”, afirmou o cacique em entrevista ao Portal AM POST.
Estruturas destruídas e alimentos danificados
De acordo com Kambeba, o vereador esteve no local e destruiu barracos usados como abrigo pelas famílias indígenas, além de danificar alimentos e utensílios domésticos.
“Ele derrubou armações de barracos, cortou nossos ranchos, jogou no chão feijão, arroz, farinha, açúcar, café”, relatou o cacique, que também denunciou a destruição de fogões e outros itens essenciais.
Em vídeo gravado no local e divulgado nas redes sociais, Salazar aparece rasgando lonas e fazendo declarações ofensivas à comunidade.
“Vão trabalhando, bando de porcaria, ao invés de vocês ficarem invadindo área de preservação”, diz o vereador em um dos trechos.
Denúncia por abuso e discriminação
A denúncia protocolada no MPF pede apuração de possíveis crimes como abuso de autoridade, dano ao patrimônio, violação de direitos humanos e atos discriminatórios contra povos indígenas.

O cacique afirma que a ação de Salazar extrapolou os limites da atuação parlamentar e representou um ataque direto aos direitos dos povos originários.
“O vereador fez aquela barbárie. Já fui ao MPF e abri a denúncia contra esse senhor que se chama Alexandre Salazar. Ele mexeu com índio errado”, declarou.
Durante a visita à área, Salazar também cobrou publicamente a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), questionando a permanência da ocupação. Ele ainda associou a comunidade a uma suposta atuação de facção criminosa — o que, segundo o cacique, reforça uma tentativa de criminalizar a luta indígena por moradia e território.
Até o momento, o vereador não se pronunciou oficialmente sobre as acusações.
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