Segundo a decisão do ministro, o relatório deve abranger todas as atividades desde a transferência para a Papudinha
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de cinco dias à Polícia Militar do Distrito Federal para que apresente um relatório detalhado sobre a rotina do ex-presidente Jair Bolsonaro na prisão.
A PM do DF é responsável pela área conhecida como Papudinha, onde Bolsonaro está detido. Segundo a decisão, o relatório deve abranger todas as atividades desde a transferência para o Complexo Penitenciário da Papuda, em 15 de janeiro.
O documento deverá informar visitas de advogados, parentes e amigos, com datas e horários. Moraes também determinou que sejam detalhadas consultas e exames médicos, sessões de fisioterapia, atividades físicas, eventuais atividades laborais, leituras e outras ocorrências registradas no período.
Condições da prisão de Bolsonaro

Bolsonaro está preso em uma Sala de Estado-Maior da Papudinha. O espaço tem 64,8 metros quadrados, com área externa, banheiro, cozinha, lavanderia, quarto e sala.
Ele conta com assistência integral de médicos particulares 24 horas por dia. Em caso de atendimento hospitalar de urgência, a defesa deve comunicar o STF em até 24 horas após a ida ao hospital.
Bolsonaro pode receber visitas de advogados e familiares. Moraes autorizou visitas da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, dos filhos Carlos, Flávio, Jair Renan e Laura, além da enteada Leticia Marianna Firmo da Silva. Outros visitantes dependem de autorização judicial.
Papudinha impõe sigilo a profissionais da saúde escalados para atender o ex-presidente
Profissionais de saúde designados para atender o ex-presidente Jair Bolsonaro no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, deverão seguir normas rigorosas de segurança e manter sigilo absoluto sobre as informações do paciente.
Segundo o Memorando n° 01/2026, expedido na sexta-feira 23 pelo comandante em exercício, major Marlos Lourenço de Oliveira, médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e outros integrantes da equipe de saúde passarão por scanner corporal e revista, procedimentos realizados pela equipe do 19º BPM.
Além dos procedimentos de segurança, os profissionais terão de assinar um termo de responsabilidade, confidencialidade e sigilo, que reforça o comprometimento com a proteção de dados e informações sensíveis relacionadas ao atendimento, conforme estabelecido pelo batalhão.
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