O montante gasto desde 2023 já supera a soma registrada entre 2017 e 2022.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desembolsou aproximadamente R$ 7 bilhões com viagens a serviço nos três primeiros anos do terceiro mandato. As informações constam no Portal da Transparência e foram analisadas a partir das despesas realizadas por ministérios e órgãos federais, sem incluir deslocamentos feitos diretamente pelo presidente da República.
Somente em 2025, os gastos com viagens somaram R$ 2,35 bilhões, representando uma redução de cerca de 1% em relação a 2024, quando o total alcançou R$ 2,37 bilhões — o maior valor registrado no período analisado. Mesmo com a pequena queda, a média anual do atual mandato segue acima da observada em gestões anteriores.
Despesas superam período anterior à atual gestão
O montante gasto desde 2023 já supera a soma registrada entre 2017 e 2022. Vale destacar que, nos anos de 2020 e 2021, os gastos com deslocamentos foram significativamente menores devido às restrições impostas pela pandemia da Covid-19, que reduziram viagens nacionais e internacionais.
As despesas englobam passagens aéreas, pagamento de diárias e outros custos associados, como taxas de agenciamento, restituições e serviços administrativos. No total, entre 2015 e 2025, o governo federal gastou R$ 16,1 bilhões com viagens a serviço.
Viagens nacionais concentram maior parte dos recursos
Em 2025, a maior parte dos gastos foi destinada a viagens dentro do território nacional. Segundo os dados, os deslocamentos internos consumiram R$ 2,079 bilhões, enquanto as viagens internacionais somaram cerca de R$ 276 milhões.
Os destinos mais frequentes foram São Paulo, Distrito Federal, Minas Gerais, Paraná e Pará, este último impulsionado pela realização da COP30, em novembro. Estados como Sergipe, Amapá, Acre, Alagoas e Espírito Santo registraram menor fluxo de viagens oficiais.
Ministérios da Justiça, Defesa e Educação lideram gastos
Entre os órgãos federais, o Ministério da Justiça e Segurança Pública foi o que mais gastou em 2025, com R$ 396 milhões. Na sequência aparecem os ministérios da Defesa (R$ 311 milhões), Educação (R$ 304 milhões) e Meio Ambiente e Mudança do Clima (R$ 126 milhões).
Em nota, o Ministério do Meio Ambiente informou que, em 2025, foram empenhados R$ 145,6 milhões para custear diárias e passagens de suas unidades e entidades vinculadas, como o Ibama e o ICMBio. Segundo o órgão, apenas R$ 10,2 milhões foram utilizados diretamente pela administração central do ministério.
O Ibama concentrou o maior volume de recursos devido às atividades operacionais em campo, com gastos voltados à fiscalização ambiental, combate a incêndios florestais e ações em áreas federais prioritárias. Já o ICMBio direcionou recursos para a gestão de unidades de conservação e atuação em regiões remotas.
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