Caminhada liderada pelo deputado termina neste domingo, 25, em Brasília, com manifestação popular na Praça do Cruzeiro, às 12h
A caminhada liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que cruza os Estados rumo a Brasília, ganhou reforço político nas últimas horas. O movimento, que acaba com uma manifestação às 12h deste domingo, 25, na Praça do Cruzeiro, no centro da capital federal, vem sendo comemorado.
Para aliados políticos, a alta adesão aos atos convocados mostram um gesto de pressão popular em torno de bandeiras como liberdade, anistia e críticas ao cenário institucional do país.
Nikolas reposiciona o cenário político
O senador Izalci Lucas (PL-DF) descreveu o ato como uma mobilização que extrapola o grupo que está na estrada: “O Brasil está acordando”. Ele também vinculou o movimento a pautas políticas e a conversão da prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro para domiciliar.
“Não somos só nós caminhando. Junto, temos a voz das ruas, das estradas, das casas, das cidades por onde passamos — a voz do país”, disse. “Somos senadores, deputados, cidadãos. Somos brasileiros, lado a lado, em defesa da liberdade, da anistia e pela saúde do nosso capitão. Eu, Nikolas Ferreira e todos os brasileiros continuaremos caminhando para lembrar a todos: não vamos parar.”
Para a deputada Carol De Toni, o movimento também demonstra o novo despertar da população: “O movimento mostra que o preço da liberdade é a eterna vigilância e é exatamente assim que estamos: atentos e vigilantes”.
“São pessoas comuns, cansadas de abusos e injustiças, saindo do conforto para dizer que não aceitam mais o estado de exceção que vivemos”, prosseguiu, em entrevista a Oeste. “Em 2016, o poder das ruas culminou na queda de Dilma. Dez anos depois, o recado é o mesmo: se o povo não acordar, o Brasil continuará afundando em um mar de escândalos e crise econômica. A iniciativa começou com o Nikolas e hoje já reúne milhares de brasileiros. Isso é só o começo. Vamos endireitar o Brasil novamente.”
“Movimento de consciência”
O deputado federal Zucco (PL-RS) afirmou que acompanhou, “não à distância” a caminhada liderada por Nikolas e descreveu o trajeto como um marco simbólico: “Eu caminhei. Eu senti. Eu vivi cada trecho dessa estrada”.
“Não era apenas um deslocamento físico”, afirmou Zucco. “Era um movimento de consciência. E, à medida que os quilômetros avançavam, o Brasil acordava junto.”
O pré-candidato ao governo do Rio Grande do Sul relatou que encontrou adesão popular em diferentes pontos do percurso e disse que o ato reflete insatisfação com o cenário político e decisões ligadas ao 8 de janeiro: “Essa caminhada cresceu porque tocou numa ferida aberta”.
Para Zucco, as pessoas sentem que as instituições se distanciaram do cidadão comum” e que “há brasileiros presos injustamente pelos atos de 8 de janeiro, sem individualização de condutas, sem provas concretas, sem humanidade”.
Por fim, ele destacou que o grupo enxerga a mobilização como sinal de reorganização da direita. “O mote dessa mobilização é simples e poderoso: ‘Acorda, Brasil’”, afirmou.
Novo despertar
Para o deputado federal Sanderson (PL-RS), “o povo foi às ruas e não vai recuar”. “A voz dos gaúchos também está presente nessa caminhada pela justiça, liberdade e pacificação do país.”
Ele reforçou o tom de mobilização nacional e afirmou que o movimento sinaliza uma virada de ânimo entre apoiadores.
“A coragem que tentaram roubar do brasileiro está voltando”, declarou o vice-líder da oposição. “O Brasil está despertando.”
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