Ministro aproveitou estrutura cinco estrelas no extremo sul argentino enquanto investigação sensível avança no Supremo.
O ministro Dias Toffoli optou por deixar Brasília para alguns dias de descanso fora do país em meio ao avanço das investigações do caso Master e aumento da pressão sobre o Supremo Tribunal Federal (STF). O magistrado viajou à Argentina justamente quando o inquérito sob sua relatoria ganhava novos desdobramentos e ampliava o desgaste institucional da Corte.
A escolha pelo descanso internacional chamou atenção pelo timing: decisões recentes no caso têm sido alvo de críticas e questionamentos públicos, colocando o STF novamente no centro do debate político e jurídico.
Resort cinco estrelas no extremo sul
O destino escolhido por Toffoli foi o Arakur Ushuaia, um resort cinco estrelas localizado na Terra do Fogo, no extremo sul da Argentina. O empreendimento é conhecido pelo alto padrão e pela proposta de exclusividade, voltada a turistas que buscam conforto aliado a paisagens naturais.
No local, o ministro teve acesso a uma ampla estrutura de lazer e bem-estar, incluindo spa, piscinas aquecidas abastecidas por águas do degelo de geleiras, trilhas em áreas de preservação ambiental, cachoeiras e espaços destinados à observação da vida selvagem. O cenário contrasta com o clima de tensão vivido pelo Supremo em Brasília.
Caso Master segue no centro das atenções
Enquanto Toffoli desfrutava do período de descanso, o inquérito do Banco Master seguia provocando repercussões dentro e fora do Judiciário. O caso envolve suspeitas financeiras e decisões consideradas atípicas por críticos, o que tem contribuído para o desgaste da imagem da Corte.
Embora a viagem do ministro não represente irregularidade formal, a opção por um resort de luxo no exterior em meio ao avanço das investigações ampliou comentários nos bastidores políticos e jurídicos sobre sensibilidade institucional e percepção pública.
Fachin antecipa retorno ao Brasil
Em contraste com a viagem de Toffoli, o presidente do STF, Edson Fachin, decidiu interromper o recesso e antecipar o retorno a Brasília. Fachin desembarcou na capital federal na noite de segunda-feira, justificando a decisão pela necessidade de acompanhar de perto o momento vivido pela Corte.
A avaliação interna é de que os recentes desdobramentos do caso Master exigem presença ativa da Presidência do Supremo, diante do impacto institucional e da repercussão negativa.
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