Levantamento aponta diferença de R$ 130 no gasto total e reforça necessidade de comparar preços em papelarias e lojas.
O Procon Manaus, órgão vinculado à Prefeitura, divulgou nesta quarta-feira (14/1) os resultados da Pesquisa Anual de Preços dos Itens de Material Escolar 2026, realizada com o objetivo de orientar consumidores no período de compras para o início das aulas.
Segundo o diretor do Procon, Fabrício Lima, a iniciativa busca alertar pais e responsáveis sobre o impacto financeiro da lista escolar.
“Quando o consumidor se antecipa e compara preços, consegue reduzir gastos e evitar compras por impulso”, afirmou.
300% de diferença em alguns produtos
A pesquisa foi realizada em dez estabelecimentos comerciais de diferentes zonas da capital — papelarias, livrarias e lojas de utilidades — e analisou 19 itens básicos presentes nas listas de escolas infantis e do ensino fundamental.
Veja lista completa:
Os preços encontrados revelaram grande disparidade. Entre os destaques:
cola branca (unidade): variação próxima de 300%,
lápis de cor com 12 unidades também com salto expressivo entre lojas,
resma de papel A4 (500 folhas) variando entre R$ 20,59 e R$ 38,
caderno de dez matérias entre R$ 9,99 e R$ 29,99,
agenda escolar de R$ 6 a R$ 24,99.
Os valores confirmam que o local de compra pode influenciar diretamente no custo final para as famílias.
Cesta básica de materiais escolar pode custar mais do dobro
A diferença fica ainda mais evidente quando se compara o valor total mínimo e máximo estimado pelo Procon, considerando uma unidade de cada item da lista analisada.
Menor valor encontrado: R$ 95,50,
Maior valor: R$ 225,85.
O intervalo representa variação de 136% — economia potencial superior a R$ 130, dependendo da papelaria escolhida.
Embora o cálculo use apenas um exemplar por item, e escolas geralmente pedem mais unidades, o Procon afirma que a proporção é válida: consumidores que pesquisam tendem a gastar bem menos.
Órgão recomenda planejamento antecipado
O Procon alerta que os preços coletados refletem apenas o período da pesquisa e podem mudar conforme promoções ou reposição de estoque.
A orientação principal é:
usar o levantamento como referência,
procurar promoções em diferentes datas,
evitar compras em último momento,
e comparar preços online e em lojas físicas.
“O levantamento mostra que a escolha do estabelecimento tem peso real na economia doméstica”, ressaltou Fabrício Lima.
Impacto no bolso das famílias
Com o início do ano letivo se aproximando e listas chegando às mãos dos responsáveis, a prefeitura avalia que a pesquisa pode evitar sobrecarga no orçamento das famílias, especialmente as de baixa renda.
Estudos anteriores do órgão indicam que o gasto com material escolar costuma aumentar quando pais deixam as compras para fevereiro, período de maior demanda e menor oferta.
Mais pesquisas até o início das aulas
O Procon informou que seguirá monitorando preços ao longo das próximas semanas e pode publicar novas atualizações caso identifique variações relevantes.
A divulgação também integra o calendário de ações do órgão para 2026, que inclui fiscalização de kits escolares e orientação sobre direitos do consumidor, como a proibição de cobrança de itens não obrigatórios por parte das escolas.
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