16/01/2026
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Advogado ligado ao PT solicita investigação da PF sobre vazamentos envolvendo Lulinha

Advogado ligado ao PT solicita investigação da PF
Foto: reprodução

O pedido foi feito durante um evento realizado no Palácio do Planalto, que marcou os três anos dos atos de 8 de janeiro de 2023.

O advogado Marco Aurélio de Carvalho, fundador e coordenador do grupo Prerrogativas, pediu ao diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, a abertura de uma apuração para investigar supostos vazamentos de informações que citam Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, em investigações sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O pedido foi feito durante um evento realizado no Palácio do Planalto, que marcou os três anos dos atos de 8 de janeiro de 2023.

A iniciativa ocorre após a divulgação de que a PF informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) ter identificado menções ao nome de Lulinha em documentos e diálogos de terceiros no âmbito da investigação que apura descontos ilegais em aposentadorias e pensões do INSS. O inquérito busca esclarecer se ele teria atuado como “sócio oculto” do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como figura central do esquema investigado na Operação Sem Desconto.

Segundo Marco Aurélio de Carvalho, o foco da preocupação não são as citações em si, mas a divulgação seletiva de informações sigilosas. Para o advogado, esse tipo de vazamento compromete o devido processo legal e remete a práticas adotadas durante a Operação Lava Jato, quando dados de investigações vieram a público antes da conclusão dos procedimentos. Ele afirmou que pretende formalizar o pedido para que a PF investigue internamente a origem das divulgações.

Carvalho ressaltou ainda que Lulinha não é alvo formal de investigação e que não há acusações sustentadas por provas contra ele. O advogado já atuou na defesa do filho do presidente em outros processos e mantém relação próxima com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e integrantes do Partido dos Trabalhadores.

De acordo com informações atribuídas ao diretor-geral da PF, caso sejam identificados indícios de irregularidades, a corporação poderá abrir apuração para responsabilizar eventuais envolvidos nos vazamentos. A Polícia Federal informou ao STF que as referências a Lulinha surgiram a partir de materiais apreendidos em diligências e que a investigação ainda se encontra em fase inicial.

A defesa de Lulinha nega qualquer vínculo dele com o INSS ou com o empresário investigado. Em declaração anterior, o presidente Lula afirmou que as investigações devem alcançar qualquer pessoa, independentemente de vínculos familiares, caso haja indícios de irregularidades. Já a oposição avalia retomar pedidos de convocação de Lulinha para prestar esclarecimentos na CPI do INSS após o recesso parlamentar.


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