04/03/2026
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Macron comemora queda de Maduro e apoia Edmundo González Urrutia como presidente eleito da Venezuela

Macron comemora queda de Maduro
Foto: Agência Brasil

Na publicação, Macron reforçou que considera González Urrutia o vencedor das eleições presidenciais de 2024.

 O presidente da França, Emmanuel Macron, celebrou neste sábado (3) a queda do regime de Nicolás Maduro, capturado em uma operação militar conduzida pelos Estados Unidos, e manifestou apoio a Edmundo González Urrutia como presidente eleito da Venezuela. A declaração foi feita por meio de uma mensagem publicada em sua conta oficial no X (antigo Twitter).

Sem fazer críticas diretas ou comentários sobre a intervenção militar norte-americana, Macron afirmou que o processo político venezuelano deve seguir um caminho democrático. “A próxima transição deve ser pacífica, democrática e respeitosa da vontade do povo venezuelano”, escreveu o presidente francês.

Na publicação, Macron reforçou que considera González Urrutia o vencedor das eleições presidenciais de 2024 e expressou expectativa de que ele conduza o processo de transição o mais rapidamente possível. “Esperamos que o presidente Edmundo González Urrutia, eleito em 2024, possa assegurar essa transição”, declarou.

Ao comentar a prisão de Nicolás Maduro, Macron fez duras críticas ao antigo chefe de Estado venezuelano, detido juntamente com a esposa, Cilia Flores, sob acusações relacionadas ao tráfico de drogas. Segundo o presidente francês, a queda do regime representa um alívio para a população do país. “O povo venezuelano agora está livre da ditadura de Nicolás Maduro e só pode se alegrar”, afirmou.

Macron também acusou Maduro de ter violado liberdades fundamentais ao longo de seu governo, atacando, segundo ele, a dignidade do próprio povo venezuelano. O líder francês destacou ainda que a França mantém diálogo com parceiros internacionais da região e garantiu que o país está “totalmente mobilizado e vigilante”, sobretudo para assegurar a proteção de cidadãos franceses em meio ao cenário de instabilidade.

Apesar do posicionamento de Macron, o governo francês demonstrou divergências internas sobre a forma como ocorreu a queda de Maduro. Poucas horas antes, o ministro das Relações Exteriores da França, Stéphane Séjourné Barrot, criticou a operação militar dos Estados Unidos, afirmando que ela viola o princípio da não utilização da força previsto no direito internacional.

Barrot também reiterou a posição francesa de que Maduro teria usurpado a vitória de Edmundo González Urrutia nas eleições presidenciais de julho de 2024, mas alertou que soluções políticas duradouras não podem ser impostas de fora. “Os povos soberanos devem decidir seu próprio futuro”, afirmou o chanceler.


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