04/03/2026
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Magno Malta pede suspensão do recesso parlamentar para investigar envolvimento da família de Moraes no caso Banco Master

Magno Malta pede suspensão do recesso
Foto: reprodução

Senador pressiona o Senado e defende CPI para apurar contratos milionários ligados ao banco.

O senador Magno Malta protocolou nesta sexta-feira (26) um pedido formal para suspender o recesso parlamentar do Congresso Nacional. O documento foi encaminhado ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e tem como principal argumento a necessidade de apuração imediata de suspeitas relacionadas ao chamado caso Banco Master, que envolvem o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. Em resumo: para Malta, não dá para “fechar a placa” enquanto o assunto ferve.

Leia documento:Solicitacao_de_suspensao_do_recesso_parlamentar

Em publicação nas redes sociais, o senador afirmou que o silêncio institucional diante de fatos considerados graves deixa de ser prudência e passa a configurar negligência. Caso o calendário seja mantido, os trabalhos legislativos só seriam retomados integralmente em fevereiro de 2026. A oposição, no entanto, quer acelerar o relógio. Malta sustenta que o Congresso tem dever constitucional de fiscalização e que a paralisação compromete esse papel.

O pedido de suspensão do recesso se soma à pressão de parlamentares oposicionistas pela instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar possíveis fraudes envolvendo o Banco Master. Segundo o senador, a iniciativa não antecipa qualquer juízo condenatório. O objetivo declarado é garantir transparência, apuração técnica e acesso a informações que, até o momento, não vieram a público de forma completa.

O foco das cobranças recai sobre a relação entre o Banco Master e Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes. De acordo com informações divulgadas pela jornalista Malu Gaspar, Viviane teria sido contratada como advogada do banco, com honorários estimados em R$ 3,6 milhões por mês por um período de 36 meses, totalizando R$ 129 milhões ao fim do contrato. Até agora, os valores exatos pagos, os serviços prestados e a íntegra do contrato não foram divulgados.

A ausência de detalhes alimenta o discurso de que há lacunas relevantes a serem esclarecidas. O contrato nunca foi tornado público na íntegra, e não há informações oficiais sobre quantas parcelas foram efetivamente quitadas. Nem Viviane Barci nem o Banco Master contestaram os dados parciais já publicados, o que, para críticos, reforça a necessidade de investigação parlamentar. Para defensores, a cautela recomenda não transformar suspeitas em conclusões precipitadas.

No pedido enviado a Alcolumbre, Malta reforça que a eventual CPI não teria caráter persecutório, mas sim institucional. A narrativa é de fiscalização, não de condenação. Ainda assim, o movimento eleva a tensão entre Poderes e promete um início de ano legislativo mais quente do que o recesso sugere. Em Brasília, quando o Congresso ameaça voltar antes do prazo, é sinal de que o assunto não é pouca coisa — e que ninguém quer ficar fora do jogo.


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