Lula assina projetos de lei para criação de universidades que ampliam educação e valorizam o esporte
O Governo do Brasil anunciou, nesta quinta-feira (27), a criação da Universidade Federal Indígena (Unind) e da Universidade Federal do Esporte (UFEsporte) em cerimônia no Salão Nobre do Palácio do Planalto, em Brasília (DF). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acompanhado dos ministros Camilo Santana (Educação), André Fufuca (Esporte) e Sônia Guajajara (Povos Indígenas), assinou os projetos de lei que serão enviados ao Congresso Nacional.
“Eu não tive oportunidade de fazer um curso superior e, justamente por isso, tenho consciência do que representa um diploma universitário”, disse Lula. “Quem tem que fazer o trabalho para ajudar as pessoas é o Estado, é a União, e é isso que estamos fazendo quando criamos novas universidades”.
Educação e esporte como prioridade do governo
O ministro da Educação, Camilo Santana, destacou o compromisso do presidente com a educação e o esporte.
“Hoje é um dia histórico para os povos indígenas, para o esporte do Brasil, um país apaixonado pelo esporte. Nós vamos construir juntos, com todos os ministérios, para garantir o sucesso dessas duas novas universidades”, afirmou Santana.
A ministra Sônia Guajajara reforçou o caráter inclusivo da Unind:
“O lançamento é o resultado concreto dos esforços de professores e professoras indígenas, que há décadas batalham por uma educação pública que leve em conta os saberes ancestrais”.
O ministro do Esporte, André Fufuca, celebrou a criação da UFEsporte:
“Graças a pessoas que ousaram ser diferentes, como o presidente Lula, nós teremos agora uma Universidade do Esporte. Ela vai capacitar atletas, gestores públicos e presidentes de federação, preparando para o presente e para o futuro”.
Unind: Universidade Federal Indígena
A Unind terá sede em Brasília e funcionará como uma universidade multicampi voltada para a formação superior de povos indígenas de todas as regiões do país. Vinculada ao MEC e ao MPI, a instituição será baseada em consultas a lideranças, educadores, jovens e anciãos indígenas. A universidade terá processos seletivos próprios, com foco na diversidade linguística e cultural.
“A Unind é uma iniciativa do Governo do Brasil para a formação de indígenas a partir de um modelo educacional que fortaleça as identidades e os saberes tradicionais, em diálogo com a educação não indígena. É uma demanda histórica”, afirmou Santana.
A universidade começará oferecendo dez cursos, com previsão de expandir para 48, atendendo cerca de 2,8 mil estudantes indígenas nos primeiros quatro anos. As áreas de formação incluem gestão ambiental, políticas públicas, saúde, agroecologia, direito, engenharias, tecnologias e formação de professores.
Pilares da Unind
- Autonomia dos povos indígenas
- Valorização de saberes, línguas e tradições
- Produção científica em diálogo com práticas ancestrais
- Sustentabilidade socioambiental
- Formação profissional estratégica para atuação nos territórios
Gersem Baniwa, da Universidade de Brasília, destacou a importância histórica da Unind:
“O lançamento da Universidade Indígena representa um marco histórico construído a partir da luta de gerações de educadores e pesquisadores indígenas”.
UFEsporte: Universidade Federal do Esporte
A UFEsporte integra formação acadêmica, qualificação profissional e desenvolvimento do esporte, com base na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e na Lei Geral do Esporte. A iniciativa visa democratizar o acesso ao ensino público de qualidade e formar recursos humanos para gestão de políticas esportivas.
O ministro Camilo Santana destacou a relevância da UFEsporte:
“Queremos ampliar o acesso ao esporte dentro da ciência, dos estudos e da orientação, formando técnicos, gestores e atletas para o presente e o futuro”.
A proposta também prioriza inclusão e direitos humanos, promovendo equidade de gênero, étnico-racial e combate ao racismo. A atleta paralímpica Verônica Hipólito reforçou:
“Esperamos que essa universidade seja inclusiva, acessível e diversa, para que todas possamos ocupar todos os lugares, porque isso é o nosso direito”.
Dados recentes mostram a urgência das medidas: 41% das pessoas negras e 31% das indígenas no futebol relatam ter sido vítimas de racismo. Apesar de 57% dos atletas serem pretos ou pardos, apenas 12,5% dos treinadores das Séries A e B em 2024 são negros.
*Com informações do Gov
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