Moraes está incluído na lista de sanções da Lei Magnitsky, imposta em julho pelo governo de Donald Trump.
A Coca-Cola Brasil veio a público esclarecer sua participação como patrocinadora do Congresso Nacional do Ministério Público, depois que autoridades dos Estados Unidos questionaram o apoio ao evento onde o ministro Alexandre de Moraes, do STF, foi palestrante. Moraes está incluído na lista de sanções da Lei Magnitsky, imposta em julho pelo governo de Donald Trump.
A polêmica ganhou força após a revelação de que um funcionário do Departamento de Estado teria telefonado diretamente para um executivo da empresa, pedindo explicações sobre o patrocínio. A preocupação do governo norte-americano se deve ao risco de sanções secundárias contra empresas que mantenham relações financeiras com pessoas listadas na Magnitsky.
Em nota, a Coca-Cola afirmou que o apoio ao congresso é institucional e ocorre há vários anos, sempre com o objetivo de incentivar debates ligados ao Ministério Público. A multinacional reforçou que não participa da escolha dos palestrantes, nem recebe antecipadamente informações sobre a programação. Segundo a empresa, no momento da assinatura do patrocínio, não havia sido divulgada a lista de convidados.
A empresa também esclareceu que não enviou representantes ao evento e não teve qualquer envolvimento na sua organização.
Neste ano, Moraes encerrou o encontro, que teve como tema “O MP do futuro: democrático, resolutivo e inovador”. Os ingressos custaram entre R$ 820 e R$ 1.020.
Apesar da pressão diplomática, fontes da Casa Branca avaliam que o episódio deve resultar apenas em uma advertência informal, sem a aplicação de sanções à Coca-Cola.
O ministro Alexandre de Moraes tem histórico no Ministério Público paulista, onde foi promotor de Justiça entre 1991 e 2002, antes de chegar ao Supremo Tribunal Federal.
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