29/11/2025
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Nas redes, maioria critica a prisão de Bolsonaro

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Ao menos 55% dos internautas não concordam com a decisão de Moraes

O debate sobre a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro tomou conta das redes sociais desde a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no sábado 22. O monitoramento da empresa de inteligência de dados Brandwatch mostrou que a maioria das publicações nas plataformas digitais se opôs à ordem do magistrado.

Até a última segunda-feira 24, mais de 3 milhões de menções foram registradas. Ao menos 55% delas criticaram a decisão judicial ou manifestaram apoio a Bolsonaro. Uma parcela de 25% classificou a medida como perseguição política ou excesso do STF. Cerca de 15% direcionaram as críticas ao próprio Moraes.

Análise das reações nas redes sociais sobre a prisão de Bolsonaro

Outros números revelam que 10% defenderam a inocência do ex-presidente, enquanto 7% citaram a idade e a saúde. Pedidos de anistia apareceram em 5% das postagens. Em contrapartida, o monitoramento identificou que 40% dos internautas apoiaram a prisão. Cerca de 22% celebraram o episódio como “grande dia”, em referência a uma antiga publicação de Bolsonaro no X.

Em 15% das mensagens favoráveis, a condenação foi vista como punição justa. Mencionaram-se episódios ligados à tornozeleira eletrônica em 18% desses comentários, inclusive relatos do ex-presidente sobre tentativas de danificar o equipamento. Outros 10% citaram a condução da pandemia durante seu governo.

Outro monitoramento feito nas redes sociais, sob condução da empresa de pesquisas Quaest, reforça o apoio a Bolsonaro. O levantamento mostra que 42% das publicações rejeitam a ordem de Moraes. 

Conforme o levantamento da Quaest, 35% apoiam a medida que entrou em vigor no último sábado, como suposta iniciativa cautelar ante a tentativa de rompimento da tornozeleira eletrônica do ex-presidente. Outros 23% adotam postura neutra.

Decisão judicial e desdobramentos

Na terça-feira 25, Moraes determinou que Bolsonaro cumprisse a pena de 27 anos e 3 meses de prisão por suposta tentativa de golpe de Estado, na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.

“Determino o cumprimento da pena de Jair Messias Bolsonaro, em regime inicial fechado, da pena privativa de liberdade de 27 anos e três meses, sendo 24 anos e nove meses de reclusão [em regime fechado] e dois anos e seis meses de detenção”, escreveu Moraes.

Leia mais: “O sistema não quer a anistia”, reportagem de Silvio Navarro publicada na Edição 289 da Revista Oeste

O STF havia informado que não existem mais recursos possíveis contra a condenação. A defesa de Bolsonaro não apresentou embargos até o fim do prazo, às 23h59 da última segunda-feira, 24.


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