18/03/2026
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Mostrando ter se tornado uma das forças política do Brasil, Barroso reforça que STF vai analisar qualquer projeto de anistia

Barroso reforça que STF vai analisar qualquer projeto de anistia
Foto reprodução

Ministro considera legítima a discussão parlamentar, mas alerta que texto pode ser invalidado pela Corte

O ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou nesta segunda-feira, 22, que qualquer projeto de anistia votado pelo Congresso dependerá da análise da Corte.

Durante entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, Barroso argumentou que o STF vai examinar a legalidade da proposta, independentemente da forma como o Legislativo decidir apresentá-la.

“O modo como vai ser feito essa anistia é passível de controle de constitucionalidade do Supremo, como tudo é na vida”, disse o magistrado. “A concessão ou não de anistia é uma competência do Congresso e verificar se ela é constitucional ou não é uma competência do Supremo Tribunal Federal. Seja o que o Congresso faça, será passível de controle do Supremo.”

Durante o julgamento que condenou Jair Bolsonaro e sete aliados por suposta tentativa de golpe, ministros já vinham alertando para limites da anistia. Um deles, Flávio Dino, afirmou que o Congresso não pode perdoar ações dessa natureza.

Barroso também condenou a articulação de parlamentares que começaram a discutir o projeto ainda durante o julgamento da Primeira Turma. “Anistia antes do julgamento era absolutamente inaceitável e violaria a independência do Poder Judiciário”.

Segundo ele, somente depois do encerramento da ação penal a proposta ganhou respaldo legal. “A anistia posterior ao julgamento é uma competência do Congresso”.

Câmara acelera Projeto de Lei da Dosimetria

Na semana passada, a Câmara dos Deputados aprovou o regime de urgência para o projeto que trata da possível anistia aos envolvidos nos atos do 8 de janeiro de 2023. O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), designou o deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP) como relator da matéria.

O texto, inicialmente conhecido como “PL da Anistia”, passou a tramitar sob o nome de “PL da Dosimetria”. Aliados e governistas rejeitam integralmente a proposta, mesmo que o texto final abandone o perdão geral e trate somente da redução de penas.  


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