03/04/2026
Pesquisar

📲 Entre no CANAL DO MANAUSTIME NO WHATSAPP e receba notícias diretamente no seu dispositivo.

‘Guerra espiritual’: Líder de grupo extremista planejava matar criança ao vivo em show de Lady Gaga

extremista
Foto reprodução

Líder afirmou estar planejando ritual durante o evento

Um plano macabro, alimentado por fanatismo religioso e discursos de ódio, foi desarticulado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro na véspera do show de Lady Gaga em Copacabana, no último sábado (3). Entre os detalhes mais chocantes revelados pelas investigações está a intenção do líder do grupo em matar uma criança ao vivo como parte de um suposto “ritual satânico” durante o evento, que reuniu mais de 2 milhões de pessoas.

O homem, identificado como líder de um grupo extremista que operava em plataformas digitais, foi preso em Macaé, no Norte Fluminense, após admitir que planejava o ataque. Ele alegava estar em uma “guerra espiritual” contra a cantora, acusando-a de promover “influências demoníacas”. Segundo as autoridades, o suspeito recrutava jovens e adolescentes, incitando violência contra crianças, o público LGBTQIA+ e seguidores da artista.

A investigação, que envolveu a Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV), a Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) e o Ministério da Justiça, revelou que o grupo agia em chats secretos, onde compartilhava instruções para fabricar coquetéis molotov e explosivos improvisados. Os membros tratavam o plano como um “desafio coletivo”, buscando notoriedade nas redes sociais.

Além do líder preso no Rio, um adolescente foi apreendido no Rio de Janeiro por armazenar pornografia infantil, e outro suspeito foi detido no Rio Grande do Sul por porte ilegal de arma. A operação cumpriu 15 mandados de busca e apreensão em quatro estados (RJ, SP, RS e MT), apreendendo dispositivos eletrônicos com provas dos crimes.

Os investigadores descobriram que o líder do grupo não só planejava atacar o show, mas também transmitir ao vivo a morte de uma criança, sob a justificativa de um “sacrifício purificador”. O suspeito de Macaé chegou a detalhar como executaria o crime, mas a polícia agiu a tempo de impedir a tragédia.

“Eles usavam linguagem codificada, mas havia um planejamento concreto para causar terror físico e simbólico”, afirmou uma fonte da polícia. O caso expõe como redes extremistas online radicalizam jovens, misturando teorias conspiratórias, ódio religioso e apologia à violência.

O líder do grupo responderá por terrorismo, induzimento ao crime e posse de material pedófilo — crimes que, mesmo em fase preparatória, são puníveis no Brasil. A operação evitou que o atentado fosse executado, mas autoridades alertam para a necessidade de maior monitoramento de fóruns e plataformas que disseminam discursos extremistas.


Descubra mais sobre Manaustime

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

‘Guerra espiritual’: Líder de grupo extremista planejava matar criança ao vivo em show de Lady Gaga