Quatro funcionários do IPAAM foram exonerados.
O diretor-presidente do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), Juliano Valente, apontado como defensor do meio ambiente, foi afastado de seu cargo após a Polícia Federal deflagrar a Operação Expurgare na última segunda-feira (10) que atuou para desarticular um esquema bilionário de grilagem de terras, exploração ilegal de madeira e fraudes na geração de créditos de carbono na Amazônia.
Valente estaria envolvido em um suposto esquema criminoso que envolve grilagem de terras, exploração ilegal de madeira e fraudes na geração de créditos de carbono na amazônia e apreensão de R$ 1 bilhão de capitalização.
Quatro outros funcionários do IPAAM também foram exonerados. Dionísia Soares Campos, filha do deputado estadual Sinésio Campos (PT-AM) e superintendente de Agricultura e Pecuária do Amazonas também foi alvo da operação.
Segundo a PF, o IPAAM, órgão responsável por licenciamento e fiscalização ambiental, teria sido usado para legitimar atividades ilegais, como a exploração de madeira de origem duvidosa e a grilagem de terras públicas. Dois servidores públicos foram presos durante a operação, que contou com o apoio da Superintendência da PF em Rondônia e mobilizou equipes em diferentes estados.
Nas redes sociais e em perfis oficiais, Juliano Valente é um forte defensor do meio ambiente. O ex-presidente do IPAAM defendia causas de conscientização e educação ambiental.

Esquema e impactos
As investigações indicam que o esquema não apenas explorava terras públicas de forma ilegal, mas também utilizava artifícios para “esquentar” madeira de origem irregular e comercializar créditos de carbono fraudulentos. A comercialização de créditos de carbono, que deveria ser um mecanismo de incentivo à preservação ambiental, foi manipulada para mascarar atividades criminosas.
A Operação Expurgare é a continuidade de esforços iniciados com a Operação Greenwashing, deflagrada em junho deste ano, que revelou o uso de documentos falsos para regularizar madeira extraída de forma ilegal. Agora, o foco está na apropriação de terras públicas e no impacto econômico e ambiental gerado pelas atividades criminosas.
Posicionamento
A reportagem buscou comunicação com Juliano Valente para um posicionamento a respeito das investigações e o seu afastamento do IPAAM. No entanto, até o fechamento da reportagem não recebemos retorno sobre o tema. O espalo permanece aberto para qualquer manifestação.
- com informações ampost
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