16/01/2026
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Prévia da inflação desacelera em abril, informa IBGE

A batata-inglesa foi um dos itens que mais contribuiu para a desaceleração do IPCA-15 em abril de 2024.
A batata-inglesa foi um dos itens que mais contribuiu para a desaceleração do IPCA-15 em abril de 2024, segundo o IBGE. Foto: Agência Brasil

IPCA-15 foi de 0,21% no mês, abaixo dos 0,36% registrado em março

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial do País, fechou em 0,21% em abril de 2024, informa o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pelo monitoramento, nesta sexta-feira 28.

O resultado do mês representa uma desaceleração do índice, que foi de 0,36% em março. A taxa é, portanto, 0,15 ponto percentual menor do que no mês anterior.

Nos últimos 12 meses, a variação do IPCA-15 foi de 3,77%, abaixo dos 4,14% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em abril de 2023, o IPCA-15 foi de 0,57%.

Segundo o instituto, o resultado de abril de 2024 foi influenciado pelo grupo de Alimentação e Bebidas, que teve alta de 0,61% no período, com impacto de 0,13 ponto percentual no índice geral. Ao todo, dos nove grupos pesquisados, apenas Transportes teve queda (-0,49%) no IPCA-15.

GrupoVariação (%)Impacto (p.p.)
MarçoAbrilMarçoAbril
Índice Geral0,360,210,360,21
Alimentação e bebidas0,910,610,190,13
Habitação0,190,070,030,01
Artigos de residência-0,580,03-0,020
Vestuário-0,220,41-0,010,02
Transportes0,43-0,490,09-0,1
Saúde e cuidados pessoais0,610,780,080,1
Despesas pessoais-0,070,4-0,010,04
Educação0,140,050,010
Comunicação-0,040,1700,01
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços, Sistema  Nacional de Índices de Preços ao Consumidor.   

‘Vilões’

Os vilões da prévia da inflação no mês de abril são, segundo o instituto, a alimentação em domicílio, que subiu 0,74%, e itens como tomate (17,87%), alho (11,60%), cebola (11,31%), frutas (2,59%) e leite longa vida (1,96%).

Há, ainda, altas em produtos farmacêuticos (1,36%), planos de saúde (0,77%), taxas de água e esgoto (0,05%) e etanol (0,87%).

Já pelo lado das baixas, destacam-se a batata-inglesa (-8,72%) e as carnes (-1,43%), além de itens como passagem aérea (-12,20%), gás veicular (-0,97%), óleo diesel (-0,43%) e gasolina (-0,11%). Há também queda de preços da energia elétrica residencial (-0,07%).

Índice regional

Quanto aos índices regionais, nove áreas monitoradas pelo IBGE tiveram alta em abril. A maior variação foi registrada em Recife e o menor resultado ocorreu em Fortaleza. Veja os números:

RegiãoPeso Regional (%)Variação Mensal (%)Variação Acumulada (%)
MarçoAbrilAno12 meses
Recife4,710,460,572,193,52
Belém4,460,740,332,474,44
Salvador7,190,230,311,813,55
Rio de Janeiro9,770,350,311,843,63
Brasília4,840,400,230,813,83
Curitiba8,090,460,231,513,31
São Paulo33,450,310,221,563,93
Belo Horizonte10,040,420,142,484,82
Goiânia4,960,140,081,542,99
Porto Alegre8,610,32-0,010,842,85
Fortaleza3,880,48-0,021,924,31
Brasil100,000,360,211,673,77
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços, SistemaNacional de Índices de Preços ao Consumidor.

“Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados no período de 15 de março a 15 de abril de 2024 (referência) e comparados com aqueles vigentes de 16 de fevereiro a 14 de março de 2024 (base). O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários-mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e do município de Goiânia. A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, a diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica”, esclarece o instituto.


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