A polícia trabalha com duas linha de investigação
Um policial militar foi preso nesta sexta-feira (18) suspeito das mortes de Francisco Adriano da Silva, 42, e o filho Francisco Gabriel da Silva, 13, que estavam no carro a caminho da escola, em Eusébio, Região Metropolitana de Fortaleza. A motivação do crime ainda não foi esclarecida.
De acordo com a Polícia Civil (PC), com o suspeito foram encontradas quatro armas, um simulacro e um silenciador que serão analisadas e comparadas com os tiros que as vítimas receberam.
Francisco estava indo deixar o filho em uma escola da região quando os dois foram assassinados. O veículo em que estavam tem várias marcas de tiros no para-brisa, do lado do motorista e do passageiro.
A identificação do soldado como um dos envolvidos no crime foi feita pela PC. O trabalho que levou a prisão do suspeito foi feito por equipes dos Departamentos de Polícia Judiciária da Região Metropolitana (DPJM), Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e do Departamento de Inteligência Policial (DIP), além da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) e da Delegacia Metropolitana do Eusébio.
O PM foi autuado em flagrante por homicídio e porte ilegal de arma de fogo. Ele foi conduzido ao presídio militar e segue à disposição da Justiça, conforme a Controladoria Geral de Disciplina (CGD).
A Delegacia de Assuntos Internos (DAI) vai seguir com as investigações. Além disso, a CGD determinou imediata instauração do procedimento disciplinar para a devida apuração no âmbito administrativo.
Entenda o crime:
Francisco Adriano da Silva, 42 e Francisco Gabriel da Silva, estudante de 13, foram mortos a tiros na manhã desta sexta-feira (18), dentro de um carro no cruzamento das avenidas Brasília e Cícero Sá, no Bairro Parque Havaí, no Eusébio, Região Metropolitana de Fortaleza. O homem estava indo deixar o filho na escola.
Testemunhas informaram que os tiros foram disparados por dois homens que estavam em uma motocicleta preta. De acordo coma guarda municipal, o homem estava a caminho de uma escola na região quando foi assassinado junto com o filho. Haviam marcas de tiros no para-brisa, do lado do motorista e do passageiro.
A polícia trabalha com duas linha de investigação. A primeira é de que as mortes ocorreram após uma suposta discussão no trânsito com possíveis assaltantes, levando com consideração que no dia anterior ocorreram sete assaltos com homens em motos. A segunda linha de investigação sugere que pode ter sido uma execução, levando em consideração a quantidade de tiros disparados contra as vítimas.
A Escola das Guabiras, onde Gabriel estudava o 9º ano, divulgou uma nota de pesar pela morte do adolescente e de seu pai. “A escola se solidariza com toda família enlutada”.
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