O fetiche masculino pelo uso de lingerie é mais comum do que parece, embora ainda carregue muito preconceito e desinformação. Para muitos homens, vestir peças como calcinhas ou camisolas representa um estímulo erótico poderoso, associado ao desejo, ao prazer e à sensualidade feminina.
Especialistas explicam que, apesar de ser frequentemente alvo de estigmas e caricaturas, esse comportamento não tem relação com orientação sexual. A excitação está ligada à associação entre a lingerie e a feminilidade, que é vista como altamente estimulante. Alguns homens relatam que vestir a peça é como incorporar, em sua própria experiência erótica, aquilo que consideram mais sensual na figura feminina.
Em consultórios de terapia sexual, uma das maiores dificuldades apontadas por esses homens é encontrar parceiras que aceitem essa prática sem julgamentos. Muitas mulheres ainda acreditam, de forma equivocada, que usar lingerie seja um sinal de homossexualidade. Essa falta de compreensão pode gerar conflitos e até impactar os relacionamentos.
Há diferentes formas de viver o fetiche: alguns preferem utilizá-lo em encontros íntimos, outros recorrem a profissionais do sexo para praticar sem receios. Também existem os que escolhem usar lingerie escondida, por baixo das roupas de trabalho, como uma forma de manter um segredo excitante ao longo do dia.
O uso da lingerie como fetiche não deve ser confundido com questões de identidade de gênero. Quando a motivação está no prazer erótico, trata-se de uma prática sexual. Já quando há desejo de se sentir ou se afirmar como mulher, a experiência está ligada à identidade e não ao fetichismo.
Em alguns casos, o uso de lingerie pode ser uma resposta a dificuldades de excitação. Para certos homens, elementos femininos são percebidos como uma forma de equilibrar ou suavizar a imagem de sua masculinidade. O problema surge apenas quando a prática passa a ser a única maneira de alcançar o orgasmo ou quando é imposta à parceira, o que pode gerar crises na relação.

Mercado em expansão
O interesse masculino por lingerie não passou despercebido pela indústria. Marcas estrangeiras como a australiana Homme Mystere e a norte-americana Menagerié investem em peças desenhadas especialmente para homens, como calcinhas, camisolas, camisetes, meias-calças e até sutiãs masculinos.

No Brasil, também já existem iniciativas voltadas a esse público. A Swany’s Lingerie, por exemplo, percebeu que mais de 70% de sua clientela era composta por homens e decidiu lançar uma linha exclusiva para eles. As peças seguem o mesmo padrão de delicadeza da lingerie feminina, mas com adaptações para acomodar a anatomia masculina.
O fenômeno mostra que, apesar do tabu, há um mercado crescente e consumidores dispostos a explorar suas fantasias de maneira mais livre e assumida.
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